Segunda-feira, 26 de Fevereiro de 2007
2 - A NOSSA VISTA

 Se alguém existia no momento em que tudo começou a existir e se foi reproduzindo, transformando, evoluindo, extinguindo e produzindo até hoje, como deveis saber, de certeza absoluta, eu não estava cá dentro desta esfera, deste espaço visível, nem mesmo noutro que possa haver.

Tenho lido e ouvido dizer, se bem entendi, que, no principio criou Deus os céus e a Terra. E, logo me assombra o desejo de saber quem teria sido esse Deus, que dizem ser o único. E, mais, o desejo de saber onde estará Ele, para ter a certeza de que existe ou de que apenas existiu, para tudo criar durante esse principio e nos dias da criação na Terra. Mas se compreendo as dúvidas de quem não acredita que Ele exista, por não o ver, não o ouvir, não o poder apalpar ou usar de qualquer modo de poder obter a certeza de que qualquer coisa existe, custa-me a crer que não tenha existido. Mas, se verdade houver que nos garanta que não existe, não tenho dúvida de que nos deixou, o que o representará: a Natureza. Natureza que constituirá as Leis sagradas que regulam a exitência de tudo o que existe, que o homem tenta descobrir, para seu bem ou para seu mal.

Fico então pensando que não estou cá por acaso, só por que já não tenho a felicidade de ver, de abraçar, de beijar, de amar os meus saudosos pais. Mas sei e sinto que eles existiram. E, quem mo poderá negar só por eu não os poder apresentar em carne e osso? Mas sei que me fizeram, que me criaram, etc. etc. e sei onde estão e o que me deixaram..  

E, é nesse desejo instintivo que todos mais ou menos nos envolvemos, para o bem ou para o mal. Dizem-me até que Ele fez sentir isso quando apontou a árvore do bem e do mal. 

O relato inicial na Biblia, parece-me divinamente ordenado e explicado tanto quanto o poderia ser simplesmente explicado.

Mas, para encurtar viagem procuremos saber para que nos serve a vista. Claro, simplesmente se poderá dizer que é para vermos. Pois, isso mesmo, para vermos. E o que é isto de vermos? Ela dá-nos a faculdade de sabermos o que nos rodeia, a distância de nós e a distância que cada coisa está entre si, das cores, do tamanho e de compararmos tudo o que nos é possível ver, parado ou em movimento, a ponto de termos dúvidas de que algo possa estar parado ou de termos a certeza de que tudo se move e só está parado quando se move como o que se estiver movendo. Os objectos vão-se reduzindo, com o aumento da distância,  a  pontos luminosos parecendo que, atingida certa distância, estarão todos à mesma distância. Cria-se assim a ideia de que tudo se encontra a rodear-nos, mas que outros mais distantes se projectam  num tecto interior de uma esfera tão grande que será dificil de imaginar, enquanto que só dois astros, o maior e o menor, o Sol e a Lua, nos parecem discos quase do mesmo diâmetro, um pouco para cá desse tecto.

Ao mesmo tempo, temos a ilusão de que também haverá algo, para lá daquilo que nos parece ser a superfície interior da Esfera Celeste, que se juntará à distância do que de tudo o mais.

Será a isso que vemos ou julgamos ver envolvido por essa Esfera que se poderá chamará o Universo visível, tal como o vemos, mas que sabemos que pode não ser e não será, muito bem assim como o estamos vendo. E, é à medida que formos tomando consciência desse facto, em qualquer coisa que vemos, ou julgamos ver, que nos irá dar que pensar para tentarmos descobrir como será na realidade, não só o que vemos, como o que será que poderá haver para além que vemos. Talvez daí se possa imaginar que este Universo visível seja a parte, dum Universo infinito, mais próxima de nós.

Estamos hoje, muito mais inclinados a admitir a existência de um Universo infinito, parecendo que os cientistas se apegam mais à teoria de Giordando Bruno. De qualquer modo, parece-me enevitável que teremos sempre e acima de tudo de ver e pensar tudo o que existe ou existirá dentro desta espeço que nos envolve e que parece ser limitado pela Esfera Celeste, aliás, em cuja superfície notamos imensos pontos de referência, quer fixos oor tempos que irão muito para além do tempo da nossa existência, quer por menores tempos que procuramos exactamente conhecer.  

  .

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publicado por Clube bolsadoslotos às 18:03
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